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Corujismo em alta!

coruja foi eleita o mascote do Fashion’s Night Out, evento criado por Anna Wintour que aconteceu (outra vez!) aqui no Brasil, nos dias 12 e 13 de Setembro.

A garota propaganda desse big movimento é nada mais, nada menos que Gisele Bündchen esbanjando toda a sua beleza! haha Ela voltou para o Brasil especialmente para o evento e também para leiloar os vestidos que usou na edição de julho da Vogue e ainda doar a verba arrecada para uma ONG que ela escolheu! (Demais!)

Como funcionou o Fashion’s Night Out (FNO)?

Durante a última edição da SPFWDaniela Falcão, diretora de redação da Vogue brasileira, já tinha comentado as mudanças da edição do Fashion’s Night Out de 2011.

Criado em 2009 nos EUA por Anna Wintour, a toda-poderosa da Vogue América, o evento foi criado para celebrar a indústria da moda, incentivar o consumo e espantar a crise. A segunda edição brasileira acompanha outros 17 países também engajados na causa. No dia, as lojas e shoppings participantes mantém as portas abertas até à meia-noite.

Em São Paulo, o FNO aconteceu no dia 12 de setembro e no Rio de Janeiro no dia 13 de setembro. Daniela contou que o FNO aconteceu em dois dias diferentes “para que toda a equipe da Vogue pudesse estar presente nas duas cidades”, disse.

Durante o evento, as lojas que participam do FNO ficaram abertas até mais tarde e foram também palco para shows, coquetéis, com várias personalidades ligadas à moda.

Na capital paulista, a celebração ficou oncentrada nos bairros dos Jardins e e no shopping Cidade Jardim. À partir das 18h, todas as lojas prepararam ações especiais nos seus respectivos espaços. Na loja de acessórios Alexandre de Paris, por exemplo, um profissional fez penteados com os acessórios da marca. A estilista Cris Barros criou uma camiseta especialmente para o evento como vocês puderam conferir. Donata Meirelles, editora de estilo da publicação, recebeu 500 convidados para um fly dinner.

Nas ruas do bairro dos Jardins, em São Paulo, as lojas Arezzo, Shoulder, Dior, American Apparel, Pop Up Store, entre outras também ficaram abertas durante a noite e repletas de novidades e brindes. Restaurantes e até spas entraram na lista!

No Rio de Janeiro, o shopping Fashion Mall e o Leblon mobilizaram marcas como Francesca Romana Diana, Oh Boy!, Jogê, Zibba, British Colony, entre outras.

A equipe da revista Vogue irá selecionar dez peças-desejo entre as marcas que participaram do evento, que ganharão descontos. “E nós vamos a todas, mesmo”, avisa Daniela diretora de redação da Vogue. “Neste ano, até os stylists da Vogue entram na dança e vão estar nas lojas durante o evento, ajudando as clientes a montarem seus looks in loco”.

FNO FLIP-FLOPS

Cada hora surgia mais um gift incrível inspirado na Owlie, a coruja mascote do Fashion’s Night Out, mas esse é tipo tem-que-ter mesmo: olha que fofo esse chinelinho de borracha que só foi vendido durante o FNO na Capodarte. Na verdade o flip-flop é resultado de uma parceria da marca de sapatos com Juliana Jabour. A estampa vem nas cores azul e rosa da corujinha com detalhes dourados nas tiras.

Outra marca que abraçou essa idéia foi a Hering que disponibilizou as camisetas com o mascote em suas lojas para a venda!

Durante todo o evento, as famosas montaram seus looks com a camisetinha de formas incríveis!

Confere comigo!

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Amor por Contrato.

Quem nunca desejou ter um tênis ou uma bolsa igual a do amigo? Quem nunca quis imitar o modo de se vestir de sua vizinha ou de uma mera passante pelas ruas da cidade? Quem nunca arregalou os olhos para o belo carro do bem-sucedido colega de faculdade?

E se todas essas pessoas fossem pagas para usarem esses produtos e provocarem a inveja em você, fazendo-o ir às compras imediatamente? Pois éééééé, esses farsantes existem no mundo cinematográfico e é disso que o filme vai tratar!

Eles protagonizam este “Amor por Contrato”, uma surpreendente crônica sobre o consumismo que fará os publicitários mais fanáticos vibrarem, assim como eu fiquei beeem interessada no filme..

Aqui essas pessoas integram uma única família, mesmo que de mentira. Eles formam os Jones, uma unidade de venda disfarçada, instalada logo na casa ao lado. E eles não poderiam ser mais perfeitos. Bonitos, ricos e extremamente simpáticos, eles acabam de se mudar para um bairro da alta sociedade norte-americana a mando de uma empresa de publicidade chamada LifeImage, que tem como objetivo acelerar as vendas nas redondezas do bairro. Habitando uma mansão nada menos do que espetacular, essa família provoca as mais previsíveis reações nos vizinhos.

Quem lidera a trupe é a mãe Jones, Kate (Demi Moore), uma mulher doce, mas extremamente ambiciosa e competente quando o assunto é promover produtos. Ela faz par (pela primeira vez, depois de seis “maridos”) com Steve (David Duchovny), um novato no ramo que parece ter enorme potencial. Seus “filhos” são o casal Mick (Bem Hollingsworth) e Jenn (Amber Heard), os mais bonitos da escola e da faculdade, respectivamente. Juntos eles são uma estratégia de marketing inovadora e que começa muito bem ao despertar em seus recentes “colegas” a ânsia por comprar impulsivamente, sem medir o que realmente podem gastar.

Partindo de uma premissa bastante original, o primeiro filme do diretor Derrick Borte aposta em uma crítica explícita a sociedade de consumo, onde nunca se está satisfeito com o que tem, onde o “quero mais” é expressão de ordem. Dispensando uma comicidade barata que longas sobre o assunto costumam optar, “Amor por Contrato” adota um tom sóbrio que o permite transitar do romance ao drama, trazendo certa profundidade aos seus personagens e deixando bem clara ao público a seriedade de sua mensagem.

Os Jones são uma família-modelo (ou de modelos) que vendem absolutamente de tudo, da mobília da casa ao batom, do tênis ao celular, da comida congelada ao carro importado.

E quando todos começam a os imitar, não há exageros nas cenas escritas pelo cineasta. Talvez a própria realidade já traga consigo o seu grau de absurdo, que se torna dispensável incrementar com caricaturas. Então, aqui não temos patricinhas, dondocas, “filhinhos de papai” ou estereótipos do gênero. Aqui temos pessoas reais que não conseguem controlar o impulso de gastar, que nunca estão satisfeitas se não tiverem em pouco tempo o que o vizinho esbanja a toda hora.

Além disso, há excessos de inocência no tratamento dado ao núcleo coadjuvante formado pelos vizinhos da família. São eles os personagens escolhidos para servirem de exemplo dos exageros do consumismo, mas as consequências de seus atos não poderiam ser mais inverossímeis. Em suma, o roteiro força uma lição de moral demasiadamente didática e acaba por desmoronar, em parte, toda a credibilidade e inteligência de sua crítica exibida na primeira hora. E tudo em um nível dramático que vai além do que a direção pode alcançar. Mesmo assim, ainda vale conferir as boas intenções da obra.

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